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Sobre oxigenar a mente

  • 26 de mar.
  • 2 min de leitura


Quem trabalha com criatividade ou estratégia não pode se dar ao luxo de operar no automático. Oxigenar a mente não é um bônus é necessidade.


Ficar sempre no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas, com as mesmas pessoas, dificilmente gera novas ideias. O cérebro precisa de estímulo novo para sair do óbvio.


No início de março, fiz uma viagem rápida para São Paulo. Foram apenas dois dias e meio e isso já foi suficiente para renovar meu repertório.

Ver coisas diferentes ao vivo muda tudo. É outro nível de percepção. Você observa mais, conecta melhor, amplia o olhar. Desde então, fiquei ainda mais consciente da importância de criar espaços para absorver referências.

Na teoria, isso parece óbvio. Na prática, a rotina engole. A gente entra no fluxo e para de perceber.


E tem mais um ponto: nunca estivemos tão distraídos. Fones de ouvido, celular na mão, atenção fragmentada. Tecnologia faz parte e eu também uso. Mas estar conectado o tempo todo cobra um preço silencioso: a gente perde micro-momentos que alimentam a criatividade.



Olhar o céu. Sentir o cheiro de uma flor. Ouvir alguém de verdade. Parece simples, mas é disso que surgem muitos insights.


E não você não precisa viajar para isso. Ajuda? Muito. Sair da rotina acelera o processo. Mas dá para oxigenar a mente no básico: uma caminhada atenta, uma ida ao mercado e/ou à feira, uma conversa presente.


É menos sobre o lugar e mais sobre o estado.


Eu voltei com ideias mais claras, mais insights e, principalmente, com a certeza de que esse tipo de pausa precisa ser intencional.


E não é só para quem trabalha com criatividade.


Todo mundo precisa, de tempos em tempos, sair do piloto automático.


E você quando foi a última vez que realmente prestou atenção no mundo ao seu redor?


 

 
 
 

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